12/02/2011

Iniciação

Iniciação
A iniciação é um rito de passagem, uma morte simbólica que transforma um
homem comum em um instrumento do Òrìsà, em um "elegun", pessoa sujeita ao
transe de possessão, a emprestar seu corpo para que Òrìsà viva entre nós mais
uma vez, por um período de horas ou dias. O iniciando passa por ritos complexos,
de isolamento e segregação, de silencio absoluto, de tonsura ritual, de sacrifícios de
animais, de oferendas de alimentos, de pequenos cortes para inserção de pós
mágicos em seu corpo e favas (obi/) (cicatrizes sagradas que definem os futuros sacerdotes),
simbolizando uma volta ao útero da Mãe Terra, de onde renascerá, não um homem
comum, mas o instrumento de um Òrìsà, que por sua boca e seu corpo falará e se
manifestará, aumentando assim seu conhecimento e o de todos os outros crentes.

Sua apresentação, já com sua nova personalidade e seu novo nome, ao público
do Templo e da cidade, transforma-se então em uma festa de cores e de beleza
inenarrável, aonde todos comparecem desejosos de compartilhar Axé (palavra que
define nossa Religião: A/Awa: nós, xé: realizar, Axé - nós realizamos). Por várias
vezes o neófito é apresentado ao povo, vestido e pintado com cores próprias do
Òrìsà ao qual é consagrado, ao som dos tambores e de ritmos e cantigas tão
antigas quanto a vida dos homens neste mundo. E a cada troca de roupas, mais o
Axé se espalha pelo Templo, culminando com a vinda dos Òrìsà, que vêm brincar e
falar com seus filhos diletos, demonstrando sua satisfação por mais uma etapa
cumprida.

Cada item tem seu significado nesta hora. A pena vermelha, chamada "ekodide",
que o elegun carrega em sua cabeça, simboliza realeza, honra, status adquirido
pelo fato de ele ter se iniciado para ser um novo sacerdote dedicado ao culto
daquele Òrìsà. As pinturas em cor branca, azul e vermelha, feitas a partir de
substâncias vegetais e minerais, são os símbolos dos líquidos vitais de animais,
plantas e do próprio ser humano, essenciais para a nova vida do iniciado.

A melhor roupa vestida por ele, por sua família, e por todos os presentes,
demonstra o respeito e o apreço por Òrìsà. Como se fossem se apresentar frente a
reis, nada menos que o melhor é permitido, uma vez que muitos reis são os
representantes de nossos Òrìsà neste mundo, descendentes diretos que aqui
ficaram para perpetuar sua força vital. Isto se estende aos alimentos e bebidas,
cuja qualidade é severamente observada, aos animais oferecidos, às contas para a
confecção de colares, e a todos objetos que compõem o Ebo. O bom não é
suficiente, só o melhor é dado para o Òrìsà.

Por muitos dias o neófito irá carregar consigo um colar especial de sagração no
pescoço, simbolizando seu amor, devoção e sujeição ao Òrìsà. Neste período
também cumprirá resguardo sexual, porque esta energia não pode ser
desperdiçada, toda sua força energética deve estar centrada em Òrìsà. Comerá
comidas especiais, dormirá no chão, em uma esteira, aprenderá com os mais
velhos as orações e cânticos de seu Òrìsà. É um tempo de amor, dedicação e
aprendizado, um reaprender a viver, uma inserção do sagrado no cotidiano, uma
experiência que não pode ser descrita, mas sim vivida.

E a possessão faz parte de tudo isso, um ser dominado; um compartilhar corpo e
espírito com Òrìsà; um ser o deus e voltar a ser o homem; sem a menor
possibilidade de interferência, em que a perda de vontade própria e a submissão
são aprendidos sem que se ensine ou aprenda, por instinto e memória ancestral.
Algo de tribal, algo de divino, algo de humano, algo de fantástico. Ser para saber.

E, ao fim de tudo, o elegun reaprende os atos do dia a dia, retoma sua vida diária, mas para ele estará em primeiro lugar e sempre o Òrìsà. E, conhecendo através do oráculo sagrado, o Ifá, suas interdições, as proibições que Òrìsà e ancestrais lhe deram durante sua iniciação, ele conhecerá seu lugar na rígida hierarquia tribal, familiar e religiosa e viverá melhor sendo um "omo awo", filho do
segredo, do que sendo tão somente um ser humano.

Texto do livro:AFESÚ- O NOVO SACERDOTE

AJE SALUGA 2


Ajé Sarikí (AJE SALUGA), é uma divindade muito cultuada entre o povo Yorubano, pois se trata de um Orisa que quando é tratada costuma trazer riquezas e prosperidade aquele que a trata. Aje é um Orisa feminino, considerada irmã mais nova de Iyemoja, teve seu culto iniciado quando um dos itans de ifá fora revelado, neste itan conta que Ifá se encontrava em uma situação financeira muito ruim, a fome e a necessidade lhe acompanhavam. Havia uma menina muito feia que dizia ter saído a pouco das profundezas do mar, ninguém gostava dela, ninguém pretendia aceita-la dentro de casa por não aceitar sua feiura, deste modo ela andava vagando pelos caminhos, ruas e estradas à procura de um descanso. Um dia Ifá abriu sua porta e se deparou com aquela menina feia e ela pediu estadia, sem pensar duas vezes ifá como sempre muito generoso, a aceitou dentro de casa e deu a ela o pouco que tinha para comer e um lugar para descansar. Durante a noite Ifá foi surpreendido por aquela menina dizendo que estava querendo vomitar, Ifá preocupado com aquilo providenciou uma tijela e estendeu a frente da menina mas ela se recusou, então ele a apresentou uma cabaça e obteve recusa, da mesma forma aconteceu quando ele o ofereceu um jarro, o maior que ele possuia em sua casa, mesmo assim ela se recusou a vomitar ali e disse à Ifá que em sua casa ela estava acostumada a vomitar em um quarto. Ifá levou-a para o único quarto que aquela casa possuia e chegando lá mais uma vez se surpreendeu quando viu aquela menina vomitando inúmeras pedras preciosas, azuis, amarelas, brancas, e de todos os tipos, incansavelmente. Pelo caminho, um homem viu o apuro que Ifá estava passando com aquela menina e perguntou se ele podia entrar para prestar ajuda, quando entrou no quarto onde estavam se encantou com tamanha riqueza que aquela menina deixava pelo chão de Ifá e exclamou : "Há! Nós não conheciamos os poderes desta menina, por isso a repudiavamos, e hoje estão revelados!" Este homem disposto a servi-la , colocou-lhe o nome de Aje Saluga. Depois disso todos ficaram sabendo dos presentes que Aje havia dado a Ifá e todos queriam recebe-la em suas casas.

Aje Saluga é uma divindade muito rara, por ter seu culto quase extinto. Poucos conhecem seu culto, e os que conhecem, na maioria se recusam a passa-los à frente. Seus assentos devem ficar na casa de Osaala, e nunca devem ser tocados por outra pessoa que não seja seu dono. O assento de Aje deve ser dado ou ganhado, a pessoa não pode simplesmente assenta-la para sí. Os materiais utilizados devem ser providenciados por seu novo dono, por serem estes materiais de um custo muito alto, geralmente demora muito para se conseguir tudo.
Conchas grandes, caramujos do mar, joias naturais, corais, são os simbolos desta divindade. Não existem cerimônias abertas para ela, nem festas. Gosta de arroz cru com mel e farinha perfumada, o local onde Aje encontra-se assentada, não pode ser visitado por muitas pessoas, mostra-se muito tímida e cismada. Seus rituais devem acompanhar os de Osaala. Para assentar aje saluga precisa de 4 orisás assentados Esu, Orunmila, Osaniyn Orunmilá. Ao centro, Esú . a esquerda, Osanyín a direita, Igbá Ori a frente e o assentamento de Ajè esteja a frente do Igba Ori e abaixo, significando o caminho daquela pessoa e o que está por vir .

AJE SALUGA

Ajè Saluga

A Dêusa da Riquêza

Ajè Saluga simboliza para o Povo Yorubá o poder de Ganhar e Obter dinheiro para uma vida sem dificuldades e com prosperidade extensiva a toda a familia.

É um orixá cultuado em todo o Panteão africano e nas Américas por Babalorixás e Babalawos, esses líderes espirituais, quando se defrontam em jogo com uma situação precária de vida do filho ou cliente que os procura, aconselham apropriadamente a estes que façam o ASSENTAMENTO DE AJÈ SALUGA.

É um fundamento que poucas casas de santo conhecem ou cultuam, para Assentar Ajè Saluga faz-se necessário ter os seus 4 fundamentos também assentados, para que se consiga atingir os intentos, mudar o destino, consagrar todo o ritual e atingir o objetivo que é o de prosperar quem o cultua.

Os 4 Fundamentos necessários para se ter Ajè Saluga são:

Esú Odará

Orunmilá

Osanyín

Igbá Ori



O iniciado que não tiver esses 4 assentamentos amarrados aos orôs de Ajè, com certeza não terá canalizado para si os poderes de Ajè Saluga.

Faz-se necessário ainda que esses Orixás estejam dispostos da seguinte forma na arrumação do Ojubó :

Orunmilá ao centro, Esú Odará a esquerda, Osanyín a direita, Igbá Ori a frente e o assentamento de Ajè esteja a frente do Igba Ori e abaixo, significando o caminho daquela pessoa e o que está no por vir dela.

Ajè é um Orixá do sexo feminino e tem seu poder em mejí ao centro de tudo, vive cercado de uma outra quantidade de peças importantes e primordias para o seu devido encantamento.

Após longo Ritual de Consagração desse Igbá Ajè Saluga, com Rezas, Cânticos e Sacrifícios é entregue então ao seu novo Cultuador o Igbá Ajè, só quem manuseia e trata de Ajè é a pessoa que o recebeu, corre-se o risco de se perder tudo quando este Orixá é cuidado por outra pessoa que não a recebeu.

Devido a esse Tabú, não se deixa ninguém que não seja de nossa inteira confiança entrar no local onde Ajè está assentada.

Ajè Saluga vive numa Sopeira ou pote grande de louça subdividida de características especiais, é um orixá de coisas frescas e preciosas.

Poucas pessoas o tem justamente devido ao gasto para assenta-lo.

Geralmente Babalorisas, Iyalorisas, Babalawos, Iyanifás, Apetebis, Comerciantes, pessoas de grande poder aquisitivo que conseguem assenta-lo devido ao custo em adquirir o material para assenta-lo.

QUALIDADES DE ORISAS

Qualidades do Orixá Esu

Exu Oro
Exu Oro é o responsável pela transmissão do poder através da fala. Ele é quem dá para os sacerdotes e sacerdotisas o poder de acionar as forças espirituais através das evocações sagradas: preces , encantações , cânticos . Existem algumas palavras de grande axé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes não se conhece a tradução. Elas funcionam como códigos para abrir certos portais do mundo Invisível (ORUN), acionando o poder para transformar nossas vidas. Somente Exu Oro conhece estes segredos, e somente ele pode dar a autorização necessária para entrarmos nestes mistérios.

Oriki : Exu Oro ma ni ko. Exu Oro ma ja ko. Exu Oro Tohun tire site. Exu Oro Ohun Otohun ni ima wa kiri. Axé
Tradução; O Divino Mensageiro do Poder da Palavra causa confronto. Divino Mensageiro do Poder da Palavra não me cause confronto. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem a voz do poder. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem uma voz que ressoa por todo o Universo.
Que assim seja (axé).

Exu Opin
É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local como sagrado. É ele quem faz a demarcação dos limites que separam o espaço sacralizado do espaço comum. Fazem-se uma construção qualquer e nela queremos instalar os nossos assentamentos de Orixás, além de evocar o exu do nosso caminho pessoal será necessário pedir a Exu Opin que aceite uma oferenda para consagrar o lugar. A partir daquele local deve passar a ser usado exclusivamente para fins religiosos, e deve haver uma separação bem nítida entre este espaço e o espaço livre para a circulação.

No caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é aconselhável colocá-lo sobre uma esteira e, se possível cercar em volta com uma outra esteira. Sempre pedindo a exu Opin para sacratizar o ambiente, não importa a localização ou tamanho. Isto é válido, também, para os ambientes ritualísticos estabelecidos ao ar livre.

Exú GOGO
Este caminho de Exu *Divino Executor*. É conhecido também como o Exu responsável peta recompensa divina a todos os atos dos seres humanos (e também dos seres espirituais). Exu Gogó conhece todas as nossas reencarnações estende sua ação através destes diversos ciclos encarnatórios. Aquilo que costumamos chamar lei do retomo é exatamente a função do exú Gogó fazer este retorno acontecer: O bem recompensado com o bem; o mal recompensado com o mal. Dentro destas atribuições de cobrança espiritual e material encontra-se sempre a chance de todos se arrependerem, pagarem por seus erros e tomarem um outro ritmo de vida. Quando isto não acontece numa vida, poderá ser resgatado numa próxima encarnação.

Oriki:
EXÚ GOG Ó O, ORI MI MA JE NKO O. EX Ú GOGO O, OR Í MA JE NKO O. EB LOWO RE GOGO? O OKAN LOWO EX Ú GOG Ó BABA AWO. AXÉ.
Tradução:
Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o pleno caminho. Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabeça para o reto caminho. Quanto tu estas pedindo para o Divino Mensageiro do Pleno Pagamento? O Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, o Pai do Mistério, está pedindo por um centavo. Que assim seja.

Exú WARA
Ele é o exú que controla os relacionamentos Interpessoais. Ou seja: amizade, sociedade de negados, casamento, companheirismo de trabalho, vinculo familiar, fraternidade religiosa... Enfim, todos os tipos de relacionamentos só possuem um estado de plena compreensão, harmonia e verdadeira colaboração quando aprovados por EXÚ WARA.
Sempre que se planeja estabelecer um novo vinculo é aconselhável consular Exú Wara e, de preferência, fazer-lhe uma oferenda de apaziguamento, para que tudo possa ocorrer sempre na mais perfeita ordem, sem possibilidades de atrito, confusão, mal-entendidos, etc...

Oriki de Exu WARA:
EXÚ WARA NA WA O. EXÚ WARA O. EXÚ WARA NA WA KO MI O, EXÚ WARA O. BA MI WA IYAWO O, EXÚ WARA O. MA JE ORI MI O BAJE O, EX Ú WARA O. ME JE ILE MI O DARU. EXÚ WARA O, AXÉ.
Tradução: Divino Mensageiro dos Relacionamentos Pessoais traga a boa fortuna. Divino Mensageiro dos relacionamentos pessoais. Divino Mensageiro dos Relacionamentos Pessoais.

AS QUALIDADES MAIS CONHECIDAS SÃO:

Exú Elegbára = senhor do poder
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente – água + terra
Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)
Exú Obá = rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)
Qualidades do Orixá Ogun

Como diz Altair T´ogun em seu livro, não existe qualidade de orixá, mas sim diferentes meios de cultuá-lo baseado em cultura advinda de várias cidades africanas diferentes, porém a partir de hoje estarei escrevendo sobre suas qualidades e começarei com o Orixá Ogun.

- Ògún Meje - É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ògún completo, velho solteirão rabujento.

- Ôgúnjá - é um Ògún, como indica seu nome, particularmente combativo. Amigo do cachorro que lhe é consagrado é como ele um protetor seguro. Mas tem temperamento rabugento, solitário, veste-se de verde escuro e usa contas verdes..Dizem que acompanha Ogúnté.

- Ògún Ajàká - é o "verdadeiro Ògún guerreiro", sanguinririo, que em princípio se veste de vermelho. Teria sido rei de Òyó e irmão de Sàngó. Ajàká é um tipo particularmente agressivo de Ògún, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco e voluntarioso, irascível e prepotente.

- Ògún Xoroke - usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo do colar de Esú, seu irmão e amigo íntimo. "Xoroke é um Ògún que tende a confundir-se com Esú, agitado, instável, suscetível e manhoso.

- Ogun Meme - veste-se igualmente de verde e usa contas verdes, como Ogunjá, mas de uma tonalidade diferente.

Ògún Wori - (Warri, ou wori: Yorübá) - é um Ògún perigoso, dado da feitiçaria, ligado ao màriwò, aos antepassados.; Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário o espírito dogmático.

Ògún Lebede (Alagbede) - é o Ògún dos ferreiros, marido de Yémánjá Ogúnté e pai de Ògún Akoro. Representam um tipo mais velho de Ògún, trabalhadores conscienciosos, severos, que “não brincam em serviço”, ciente de seus deveres como de seus direitos, exigente e rabujento.

Ògún Akoró - é o irmão de Òsòsi, ligado a floresta, qualidade benéfica de Ògún invocada no pàdé. Filho de Ogúnté, Akoró é um tipo de Ògún jovem e dinâmico, entusiasta, era preendedor, cheio de iniciativa, protetor seguro, amigo fiel, e muito ligado a mãe.

Ògún Oniré - é o título do filho do Ògún que reinou sobre Iré, o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um Ògún antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente.

Ògún Olode - é o Ògún dos caçadores, originário de Kétu. Não come galo por ser um animal doméstico. Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia seguro. Seu temperamento solitário assemelha ao de Òsòsi.

Igbo - é outro

Ògún Popo – seria o nome de Ògun quando foi a terra dos jeje, é um tipo fanático.

Qualidades do Orixá Odé


Filho de YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ é o deus da caça e vive nas florestas, onde moram os espíritos dos antepassados. Tem a virtude de dominar os espíritos da floresta.
Na África era a principal divindade de ILOBU, onde era conhecido pelo nome de YRINLÉ ou INLÉ, um valente caçador de elefantes. Conduziu seu povo de ILOBU a guerra e os ensinou a arte de guerrear, permanecendo até hoje nesta cidade.
Ocupa um lugar de destaque nos Candomblés em Salvador, isto porque é o patrono de todos os terreiros tradicionais.
ÒXÓÒSÌ é o único Òrixá que entra na mata da morte, joga sobre si uns pós-sagrados, avermelhados, chamados AROLÉ, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torna imune à morte e aos EGUNS.
Sendo ele um rei, carrega o EYRUQUERE (espanta moscas) que só era usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.
Come com ÈXÙ e mora do lado esquerdo, onde está situado toda a sua força. Ele é um EBORÁ da esquerda. Cura-se e raspa-se pelo lado esquerdo. OLODÉ é o ÈXÙ de ÒXÓÒSÌ e come pelo lado esquerdo.
QUALIDADES


YBUALAMO

É velho e caçador. Come nas águas mais profundas. Conta um mito que YBUALAMO é o verdadeiro pai de LOGUNEDE. Apaixonado por ÒXÚN e vendo-a no fundo do rio, ele atirou-se nas águas mais profundas em busca do seu amor.
Sua vestimenta é azul celeste, como suas contas. Come com OMOLU AZOANI. Usa um capacete feito de palha da costa e um saiote de palha.


INLE

É o filho querido de OXOGUIAN e YEMONJA. Veste-se de branco em homenagem a seu pai. Usa chapéu com plumas brancas e azuis claro. É tão amado que OXOGUIAN usa em suas contas um azul claro de seu filho. Come com seu pai e sua mãe (todos os bichos) e tem fundamento com ÒGÚNJÁ.

DANA DANA

Tem fundamento com ÈXÙ, ÒSÓNYÍN. ÒXÙMÀRÈ e OYA. É ele o Òrixá que entra na mata da morte e sai sem temer EGUN e a própria morte. Veste azul claro.

AKUERERAN

Tem fundamento com ÒXÙMÀRÈ e ÒSÓNYÍN. Muitas de suas comidas são oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura. Ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Suas contas são azul claro. Seus bichos são: pavão, papagaio e arara, tiram-se as penas e se solta o bicho.

OTYN

Guerreiro e muito parecido com seu irmão ÒGÚN, vive na companhia dele, caçando e lutando. É muito manhoso e não tem caráter fácil. Muito valente este sempre pronto a sacar sua arma quando provocado. Não leva desaforos e castiga seus filhos quando desobedecido. Usa azul claro e o vermelho, conta azul, leva capangas, roupas de couro de leopardo e bode. Tem que se dar comida a ÒGÚN.

MUTALAMBO

Tem fundamento com ÈXÙ.

GONGOBILA

É um ÒXÓÒSÌ jovem. Tem fundamento com ÒÒXÀÀLÀ e ÒXÚN.

KOIFÉ

Não se faz no Brasil e na África, pois, muitos de seus fundamentos estão extintos. Seus eleitos ficam um ano recolhidos, tomando todos os dias o banho das folhas. Veste vermelho, leva na mão uma espada e uma lança. Come com ÒSÓNYÍN e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas são azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa um capacete que lhe cobre todo o rosto. Assenta-se KOIFÉ e faz-se YBO, YNLÉ ou ÒXÚN KARÉ; trinta dias após, faz-se toda a matança.

AROLÉ

Propicia a caça abundante. É invocado no PADE. É um dos mais belos tipos de ÒXÓÒSÌ. Um verdadeiro rei de KÉTU. As pessoas dele são muito antipáticas. Jovem e romântico, gosta de namorar, vive mirando-se nas águas, apreciando sua beleza. Come com ÒGÚN e ÒXÚN. Veste azul claro, aprecia a carne de veado e é ágil na arte de caçar.

ODE KARE

É ligado as águas e a ÒXÚN, porém os dois não se dão bem, pois, exercem as mesmas forças e funções. Come com ÒXÚN e ÒÒXÀÀLÀ. Usa azul e um BANTÉ dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador mora sempre perto das fontes.

ODÉ WAWA

Vem da origem dos Òrixás caçadores. Veste-se de azul e branco, usa arco e flecha e os chifres do touro selvagem. Come com ÒÒXÀÀLÀ e XÀNGÓ, pois, dizem que ele fez sua morada debaixo da gameleira. Está extinto, assenta-se ele e faz-se AIRÁ ou ÒXÚN KARÉ.

ODÉ WALÈ

É velho e usa contas azuis escuro. É considerado como rei na África, pois, seu culto é ligado, diretamente, a pantera. É muito severo, austero, solteirão e não gosta das mulheres, pois, as acha chatas, falam demais, são vaidosas e fracas. Come com ÈXÙ e ÒGÚN.

ODÉ OSEEWE OU YGBO

É o senhor da floresta, ligado as folhas e a ÒSÓNYÍN, com quem vive nas matas. Veste azul claro e usa capacete quase tampando o seu rosto.

SUAS ERVAS:
- João borandi, São Gonçalinho, espinho cheiroso, alecrim do campo, maminha de vaca, abre caminho, alfavaca, saião, ingá, acácia jurema, alecrim caboclo, arruda miuda, bredo de Santo Antonio caiçara, erva curraleira, aperta ruão, groselha (folhas) , pitanga, rabo de tatu, patchulim ( folhas ) e língua de vaca.

LENDA
Conta-se que um grande caçador entrou na mata com seu filho, LOGUNEDE, ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha, Após inúmeras caçadas, LOGUN sentou-se embaixo de uma árvore para descansar.

Nessa árvore pousou um pássaro e ÒXÓÒSÌ preparou sua arma e atirou. Acertou em cheio pássaro e, também, uma colméia de abelhas. Elas foram cair justamente sobre a cabeça de LOGUNEDE, que sem ter como se defender foi picado. ÒXÓÒSÌ vendo o desespero do filho correu a acudi-lo, sendo mordidas várias vezes. Conseguindo fugir, deitou seu filho em folhas frescas e, sem saber o que fazer pôs-se a chorar.

Eis que o Òrixá OMOLÚ vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de LOGUNEDE, pois, a criança estava morrendo. OMOLÚ tirou de sua capanga água de cana e gengibre, pilou e aplicou sobre os ferimentos, aliviando as dores. Após isto, fez o mesmo com ÒXÓÒSÌ, curando-o completamente.

ÒXÓÒSÌ então lhe disse: Senhor dos aflitos ponho o meu reino a seus pés e toda a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos. OMOLÚ agradeceu e seguiu seu caminho. Então ÒXÓÒSÌ jurou que nunca mais comeria o mel, pois, o mel o faria lembrar todo o sofrimento seu e de seu filho. Por isso ÒXÓÒSÌ não leva mel e LOGUNEDE é lavado com açúcar mascavo e gengibre. Toda pessoa de LOGUN tem que assentar AZOANI. Tem que ter um pedaço de colméia para quando LOGUN chegar, depois se enrola num murim e joga-se no rio. Também é proibido aos filhos de LOGUN comerem palmito, fígado de boi e caças.

Parece que existe, para cada òrìsà que conhecemos, uma “qualidade” que é logo citada por alguém, mas, como costumo dizer aos meus amigos, para mim só existem qualidades é de sabonete, sabão em pó, margarina; mesmo assim, se formos investigar a fundo veremos que em sua maioria pertencem à mesma indústria, mudando tão somente o nome fantasia, não passando de maquiagem os seus nomes. Tomo primeiramente como exemplo Òsóòsì, onde temos algumas “qualidades” como:

Ode Inlè: É outro òrìsà ode cujo culto original se perdeu no tempo e como no caso de alguns outros òrìsà, acabou “virando qualidade a mais, de Òsóòsì”.

Ode Ofà: Não é qualidade, significa, “o arco e a flecha do caçador, sendo de Òsóòsì o seu principal apetrecho”.

Ode táfà-táfà: O caçador arqueiro, aquele que exímio atirador de flechas, é predicado que se diz de Òsóòsì.

Ode Dáná-dáná: Literalmente, o caçador acendeu o fogo; quando termina a sua caçada ele acende o fogo para cozinhá-la e preparar sua refeição.

Ode Erìnlè: É também um outro òrìsà ode, que, a exemplo de Inlè, cujo culto também caiu no obscurantismo, acabando por tornar-se “qualidade de Òsóòsì”.

Ode Akúeran: ( Ode ókúeran ); O caçador, aquele que mata animal (a caça), é o que faz todo caçador.

Ode tókúeran: O caçador é quem mata a caça, diz-se da atuação do caçador.

Ode Otókan sósó: Não é qualidade, é um oríkì que significa o caçador que só tem uma flecha . Ele não precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o alvo.
Título que Òsóòsì recebeu ao matar o pássaro de Ìyámi Eléye. Não fazendo parte do rol dos caçadores que possuíam várias flechas, Òsóòsì era aquele que só tinha uma flecha.
Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuíam, mas, Òsóòsì com apenas uma flecha foi o único que acertou o pássaro de Ìyámi, ferindo-o com um tiro certeiro no peito.
Por essa razão é que ele não recebe mel, pois o mel é um dos elementos fabricado pelas abelhas, que são tidas como animais pertencentes a Òsún, mas, também as Ìyámi Eléye.
Então, é èèwò (proibição) para Òsóòsì. Por essa razão também, é que se dá para Òsóòsì o peito inteiro das aves, como reminiscência desse ìtàn.

Qualidades do Orixá Sango

Suas cores são o vermelho e branco
Sua saudação é: Kawó kabiyèsílé! - Venham ver o Rei descer sobre a terra!
Em sua dança, o alujá, Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa) imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra.
QUALIDADES

1) Dadá
2) Afonjá
3) Lubé
4) Ogodo
5) Koso
6) Jakuta
7) Aganju
8) Baru
9) Oloroke
10) Airá Intile
11) Airá Igbonam
12) Airá Mofe ou Adjaos
XANGO: AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU; ALAFIM

Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmão, Aganju um dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê.

Qualidades do Orixá Obalúaiyé
É o rei da terra,
Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó.

Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncios escutem; hora da devoção.
Sua vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a "palha da costa", elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto.

Compostos de duas partes o “Filá” e o “Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé, seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento.

Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte.
Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer; ou ainda aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.

Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação; carneiro, peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido como filho de Nànà, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs. Em alguns lugares se misturam em outros são deuses distintos, confundido até com Nànà Buruku; Omolu em keto e Abeokutá.

Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostos, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).
QUALIDADES

Jagun Agbagba (ligação com Oyá)
Omolu
Obàluáyê
Soponna/Sapata/Sakpatá
Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante, infeccioso
Savalu/Sapekó (ligação com Nana)
Dasa
Arinwarun (wariwaru) título de xapanan
Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare)
Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá)
Posun/Posuru
Agoro
Tetu/Etetu
Topodun
Paru
Arawe/Arapaná (ligação com oyá)
Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian)
Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain)
Ahoye
Aruaje
Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén).
Qualidades do Orixá Obá

Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire (Obá xirê)
QUALIDADES

1) Obá Gideo
2) Obá Rewá
Qualidades de Oxun

Òsun, divindade feminina por excelência, é a filha predileta de Òsàlá e de Yemánjá. Alguns dão Òsun por fruto de uma relação ilícita de Yémánjá com Ifá, mas ela também aparece, como outras versões míticas, como mulher deste último; ela está relacionada como a dona do jogo divinatório.

Os mitos mostram-nos Òsun casada com Òsòsi e mãe de Logun Edé; às vezes ela cria Yasan, outras vezes, na qualidade de co-esposa de Òsòsi com Yasan, ela cria os filhos que esta última abandona. Òsun, mulher volúvel, engana Osòsi com Sàngó, razão pela qual, desgostoso, o deus da caça resolve ir viver sozinho na floresta. Ela seduz Omolu, deixando-o perdidamente apaixonado, e obtém dele que afaste a peste do reino de Sàngó. Mas Òsun é unanimemente considerada como a esposa de Sàngó que por ela apaixonou-se, o como rival de Yasan e de Obá com as quais disputa os favores, do senhor do trovão.

Òsun divindade das águas doces e do rio Òsun no país ijèsà, é ligada à família real de Osogbo. Foi trazida pelos escravos Ijès, e é considerada como Orisá dessa nação; òsun é a deusa dos rios, fontes e regatos, das águas que nascem da terra.

Não é uma divindade das águas salgadas, embora receba em dezembro um presente no mar, juntamente com Yémánjá. Òsun é essencialmente a divindade dás mulheres, e preside às funções fisiológicas femininas, à menstruação, à gravidez, ao parto. Pode castigar suas filhas provocando-lhes hemorragias, ou tirando-lhes a menstruação antes do tempo. Òsun “olo kiki” “(dona do ekódíde), transformou o sangue da governanta de Òsàlá em ekódíde, pena do papagaio da Costa cuja cor vermelha é associada ao sangue menstrual e que evoca a idéia do nascimento, da fecundidade e da riqueza.

Òsun, divindade da gestação e do nascimento desempenha, pois importante função nos ritos de iniciação. Ela orna as crianças, e foi ela quem criou os filhos do Yasan”.

"IYA MI TI TO SO OKU DE À IY É” - (ela transforma a morte em vida)
“ODI ONA KU ITA Ò RUN” - (ela fecha o caminho da morte)

Òsun também é uma mulher-menina que brinca de boneca. Sua relação com a maternidade exprime-se através de sua associação com o peixe, como no caso do Yémánjá; ela é representada sob a forma de uma sereia que é levada em procissão no dia do ipété, ou às vezes na forma de um peixe, símbolo da fecundidade e da fartura. Seu abèbé é geralmente enfeitado de um pequeno peixe ou de uma sereia. Generosa, nada recusa, e nunca se enfurece, o que pode acontecer com Yémánjá.

Fecundidade e fertilidade significam por extensão abundância e fartura, òsun é a divindade da riqueza. "A WURA OLU" (a dona do ouro) O pássaro de òsun, segundo me informaram, é o ADÀBÁ tipo de pombo de olhos vermelhos.

Por outro lado, òsun desempenha importante papel no jogo de búzios, pois ela é quem formula as perguntas às quais Esu responde.
Em outros terreiros pode ser assentada junto com Sàngó. Seu assento é uma sopeira de louça tampada com desenhos amarelados de tonalidade clara contendo seus otá, seixos redondos de cor também amarelada, e sua ferramenta, geralmente um pequeno abèbe de latão, imersos no mel. O peji é enfeitado de bonecas, de flores e frascos de perfume; òsun é representada sob a forma de uma sereia que sai em solene procissão numa charola, no dia do Ipétè de òsun.

O dia do òyè de òsun é sábado, dia das águas; oferecem-lhe nesta ocasião omolukum, ovos cozidos, arroz, o ègbo de milho de Òsàlá. Nos dias da obrigação, ela pode receber uma cabra de cor amarelada; os animais de dois pés que acompanham são geralmente pombas ou galinhas. Mas, òsun aprecia igualmente pato e conquém. Suas comidas secas são as já citadadas omolukum, ipété, adun, isu, feijão preto, milho com coco, èkó, alua.

O ovo, sobretudo é consagrado a òsun, pela cor amarelo dourado de sua gema e por representar a gestação. Òsun adora o mel, doce como ela. Òsun; como era de se prever, não suporta o carneiro, e os filhos de Òsun não podem por esta razão assistir ao sacrifício na festa de Sàngó. Quiabo e mamão são proibidos.

Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.

O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.

O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.

Dizem que há dezesseis òsun; obtive dados sobre as seguintes:

- ÒSUN ABALU (Agba ilu) é uma velha òsun, a mais idosa de todas, e chefe das mulheres. Maternal avó amorosa é uma mulher que tem numerosos filhos e netos. Mas é bastante severa e autoritária. Usa azul claro. E abèbé

- ÒSUN IJIMU (ou Ajímu, ou Jimu) é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e seus colares são feitos de contas de cristal amarelo escuro. Representa um tipo semelhante a Abalu, mas talvez mais meiga.

- IYA OMI é a òsun saudada no siré, também idosa. É aquela que faz as perguntas a Esu no jogo divinatório de Ifá.

- ÒSUN ABOTO é uma òsun muito jovem e vaidosa, que usa colares de contas de louça amarelo claro.

- ÒSUN APARÁ seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún (ou Sàngó) vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode vestir-se de cor de rosa.

- ÒSUN AJAGURA, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, casada com Aganju, rival de Yasan. Representa um tipo semelhante a Apará; Apara parece, porém mais agressiva, e Ajugura mais orgulhosa.

- YEYE OKE é, provavelmente, a mesma que Yeye Loke, tipo muito guerreiro.

- YEYE PONDÁ (ou òsun Ipondá ) é também uma òsun Guerreira, casada com Òsòsi Iboalama, mãe de Logun Edé . Yeye Pondá é a verdadeira òsun ijesa que veio de Ijesa ou de Ipondá Vive no mato com o marido, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro. E desconfiada, astuta, observadora, intuitiva.

- YEYE ODO é a òsun das fontes; talvez seja a mesma que íyá mi Odo ou Iya Nodo, um tipo Yemánjá.

- YEYE OGA é uma òsun velha e rabugenta.

- YEYE KARÉ é um tipo de òsun mais velha, autoritária é guerreira e agressiva.

- ÒSUN Ê WUJ Í é uma òsun maternal e generosa, saudada no pàdé.

- YEYE IPETU deve ser Oya Petu.

Como sacrifício aceita

Pepeyé (pata), atéeute (cabra amarela), odá (bode castrado).
Omolokun - feijão fradinho, camarão e ovos cozidos.
ipetè - massa de inhame cozida temperado com cebola e camarão seco
Ariokô - feito com feijão fradinho, galinha e mel (comida na nação de Angola)
Wuado - milho torrado e moído com mel
Moinmoin - parecido com o vatapá

Seja qual for é feita com azeite doce, o dendê é somente para certas qualidades as quais tem fundamento com os orisás que pegam dendê
Come também ekó, papa de milho, obi, orogbô, ewé, egbó, arroz mel.
Suas filhas não podem comer quiabo, mamão, pombo ou pato.
Qualidades de Yemonjá

São 16 as qualidades, na realidade não são qualidades, cada uma é um orisá individual (independente) da outra.

EWO (PROIBIÇÕES):

Azeite de dendê, sal por ser orisá odo ( água doce).

ASDGBA OU SOBA - é a mais velha manca e rabugenta, gosta de fiar seu cristal, comanda caçadas mais profundas do oceano, afinidade com Nana não se dá etu. Veste branco ou vestes sem branco.

OGUNTÉ - Pela hierarquia é a Segunda, considerada nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogun ferreiro e mãe de Ogum Akorô e Osossi, veste branco e azul, em cima do okutá pode levar em vez do abebê, miniatura de um facão.

YA SESSU - Além do assentamento, tem que se assentar Osun e Obaluayê, no seu assentamento leva corais e 8 conchas brancas, veste branco.

IYAMI ODO - tem aproximação Osum e Yemohjá, água doce sendo muito feminina e vaidosa.

A OYO - benéfica, muito feminina, saudada na cerimônia do padê, veste branco, rosa e azul claro.

IYWEA - igual a Ewa não tem ligação com santo nenhum.

IYEMOYO - ligação com Osalá, fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça.

IYA SUSSURE - ligada à gestação

São sete conhecidas e seus nomes diferem conforme região:

1) Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)
2) Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)
3) Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)
4) Yemoja Tuman/Aynu/Iewa
5) Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)
6) Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)
7) Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

Alimentos:
Ekó, isú, abado min. (arroz), obi, orobô.
Bichos:
(agbo) carneiro, odá (bode castrado), euré, cabara, ajapá, adie.
Coquem não é aconselhada pra qualquer qualidade, toda comida é feita sem sal, tempero: azeite doce e mel.

Qualidades de Oxalá

Os deuses da família de Orsalá - Òbatalá.
O Orisá ou Rei do pano branco deveriam ser sem dúvida, os únicos a serem chamados Orisas sendo os outros deuses chamados por seus próprios nomes, ou, então sob a denominação mais geral de Ebora para es deuses masculinos o termo imole empregado abrangeria o conjunto dos deuses yorubanos.

Os Orisas Funfun seriam em número de cento e cinqüenta e quatro, aqui escreverei sobre algum deles:

ORISÁ OLOFON AJIGÚNA KOARI - aquele que grita quando acorda (conhecido por nós só pelo nome de Oxalufon)

ORISÁ OGIYAN EWÚLEE JIIGBO - senhor de Ejigbô (conhecido pelo nome de oxaguiã)

ORISÁ OBANÍJITA

ORISÁ AKIRE OU IKIRE - um valente guerreiro muito rico que transforma em surdo e mudo a quem negligencia

ORISÁ ETETO OBÁ DUGBE - outro guerreiro, ligado a Orisalá

ORISÁ ALASE OU OLÚOROGBO - salvou o mundo fazendo chover num período de seca.

ORISÁ OLÓJO, ORISÁ ARÓWU, ORISA ONIKI, ORISÁ, ONÍRINJA

ORISA AJAGEMO - para o qual durante a sua festa anual em edé, dança-se e representa-se com mímicas, um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencedor.

ORINSALA/OBATALÁ - é casado com Yemowo, suas imagens são colocadas uma do lado da outra e cobertas com traços e pontos desenhados com efum, no ilésin, local de adoração, dizem que Yemowo foi a única mulher de Orisalá - Òbatalá um caso excepcional de monogamia entre orisas e eboras

OSALUFÃ (ORISA OLÚ FON)
Orisá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô, a cerimônia de saudações é de dezesseis em dezesseis dias.

OSOGUIÃ (ORISÁ OGIYAN)
Orisá jovem e guerreiro, cujo templo principal encontra-se em Ejigbô. Tomou o titulo de ELEEJIGBÔ Rei de Ejigbô uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lyán, que lhe valeu o apelido de ORISA-JE-IYÁN ou ORISÁJIYAN. A tradição exige que os habitantes de dois bairros XOLÔ e OKÉ MAPÔ lutem uns contra os outros a golpes de varas

Qualidades do Nanã


Obáíyá - é um Òrisà ligado a água, a lama e aos pântanos, é a qualidade de Naná que usa contas de cristal e veio do país Bariba.

Ajàosi (guardiã da esquerda)- é uma Nàná guerreira e agressiva que veio de If e, e confunde-se às vezes com Obá. É uma divindade das águas doces, e que se veste de azul.

Ajàpa (guardiã que mata) - é um Òrisà bastante temido, ligado a lama e a morte, que veio de Savè . Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios. Ajàpa é associada às profundezas da terra, aos mistérios da morte e do renascimento. Destaca-se como enfermeira; cuida dos velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos. Nela predominam a razão.

Oporá - veio de Kétu, coberta de òsun vermelho. É a mãe de Obalùaiyé, ligada a terra, temida, agressiva e irascível.

Burúkú (o mal) - também é chamada Olú waiye (senhor da terra), ou Oló wo (senhor do dinheiro) ou ainda Olusegbe. Este Òrisà veio de Abomey; ligado à água doce dos pântanos, usa um ibirí azul.

As comidas:

Em geral são iguarias para todas as qualidades. EWOS (proibições) - feijão vermelho, pimenta vermelha, banana prata, seus ases podem ser azeite doce ou dendê.

Alimentos:
Adun, ekó , aberem, damboro, obi osi, isu, eguidy (feito na folha da banana seca).

Aves:
Adie (galinha), etú, pepeye (pata), eyele

Animais:
Eure - ajapa - águia - rã
Qualidades de Oyá

Foi a única mulher de Sango que o acompanhou em sua fuga para a terra de Tapa, mas se desencorajou em Ira, sua cidade natal, onde, de acordo com o ditado "Oyà wole ni ile Ira, Sango wole ni Koso" (Oyà entrou na terra na casa de Ira, Sango entrou em Koso), ela suicidou-se ao receber a noticia da morte de Sango. Oya tornou-se a divindade do Rio Níger. Os tornados e tempestades são as marcas de seu descontentamento.

QUALIDADES:

1) Oyà Biniká
2) Oyà Seno
3) Oyà Abomi
4) Oyà Gunán
5) Oyà Bagán
6) Oyà Onìrá
7) Oyà Kodun
8) Oyà Maganbelle
9) Oyà Yapopo
10) Oyà Onisoni
11) Oyà Bagbure
12) Oyà Tope
13) Oyà Filiaba
14) Oyà Semi
15) Oyà Sinsirá
16) Oyà Sire
17) Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna a terra) se subdividem em:
a) Oyà Gbale Funán
b) Oyà Gbale Fure
c) Oyà Gbale Guere
d) Oyà Gbale Toningbe
e) Oyà Gbale Fakarebo
f) Oyà Gbale De
g) Oyà Gbale Min
h) Oyà Gbale Lario
i) Oyà Gbale Adagangbará

Essas Oyàs estão ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu, Ogun e Exú.

YANSA
São nove divindades das nove cabeças, Ya Mesan Oru, oito tem fundamento com Ogum e Omulú a nona com Esú.

IYA MESAN - mãe nove, espírito meio animal meio mulher, foi esposa de Osossi e Sangô

OYA PETU -senhora dos ventos, esposa de nagô e amante de osoyin, fundamento com as árvores e suas folhas, guerreira usa cobre.

OYA ONIRA - guerreira e agressiva, companheira de Osun, dona das estradas, principalmente com nas encruzilhadas, tem quizila com Ogum.

OYA ODO - simboliza o amor e o sexo, o prazer, fundamento na água.

OYA BAGAN - fundamento com Oçossi

OYA EGUNITA - fundamento com Ogum Wari e Ode

OYA ONISONI - fundamento com Omulú

OYA TOPE - fundamento com Ogum Soroquê

Bichos de yasã
Eure (cabrita), ajapá, Agbô (abo), malú (vaca).

Aves
Adie, etú, pepeyé, eyele
Qualidades de Osumaré

Dan - corresponde ao nome jeje de Òsumarè e, no Alakétu, constitui uma qualidade deste último: é a cobra que participou da criação. É uma qualidade benéfica, ligada a chuva, à fertilidade de abundância; gosta de ovos e de azeite de dendê. Como tipo humano, é generoso e até perdulário.

Dangbé - é um Òsúmàrè mais velho que seria o pai de Dan; governa os movimentos dos astros. Menos agitado que Dan, possui uma grande intuição e pode ser um adivinho esperto.

Becém - dono do terreiro do Bogun, veste-se de branco e leva uma espada. Becém é um nobre e generoso guerreiro, um tipo ambicioso, combativo de Òsumare, menos afetado e menos superficial que Dan. Aido Wedo, também é uma qualidade de Òsúmàrè conhecida no Bogun.

Azaunodor - é o príncipe de branco que reside no baobá, relacionado com os antepassados; come frutas e "leva tudo de dois".

O significado do ASSEN no culto dos mortos




O Assen


A quota de mortos a existência da vida

Quase todas as culturas em todo o mundo têm alguma forma de preservar a memória dos mortos. Muitos deles usam um objeto, mais ou menos modificado pela arte ou artesanato, como titular de projeção ou catalisador de memória, esse objeto pode impedir a vida de deixar a pia mortos no esquecimento. Apesar de uma canção Gun popular afirma que "o céu é nosso verdadeiro lar, que só passam em nosso caminho na terra", ainda existe um sentimento de que não devemos deixar totalmente, mas deve continuar presente na memória e na vida diária das pessoas queridas .

O "Gbe" culturas de línguas, que se estendem Oeste e Leste da Volta, no Gana, a Ogun na Nigéria e 300 quilômetros de sul para norte, inventaram altares portáteis (Assen em Fon ou Gun no assanyi) para atender a essa necessidade. Como um objeto comum a todos os mortos que se comemora, que reflecte, assim, a igualdade diante de um acontecimento natural. É por isso que altares portáteis pode ser encontrado mais barato nos mercados. No entanto, a transformação artística que vem sobre quando eles são dedicados aos reis, como é o caso dos que estão no Museu Histórico de Abomey, torna-os fora do comum. O Assen ou assanyi é um desses objetos raros, cuja história pode ser reconstruída como ambas as fontes orais e escritas testemunho para o seu desenvolvimento.


O Assen: a partir de uma cabaça a um suporte de metal


Assen dedicado ao rei
mãe Agoli Agbo do
Fontes orais da cidade de Abomey e pesquisas etnológicas realizadas por Abdou Tidjani Serpos mostrar-nos como os povos de língua gbe vieram a adotar um objeto de metal para o culto dos mortos. O mesmo objeto, de fato, dois nomes: Assen ou sinuka. significados diferentes têm sido propostas para explicar a primeira palavra. O mais comum tem o campo semântico Fon fazer de assen "o objeto digno de veneração". Sinuka, a segunda palavra, significa literalmente "uma cuia de beber". Isso nos ajuda a acompanhar a evolução dos costumes e tradições, bem como as mudanças na forma que o objeto foi submetido.

A tradição revela que as populações de língua gbe inicialmente oferecido comida e bebida aos mortos em cabaças, justamente chamado sinuka. Após entrar em contato com os iorubás, no entanto, estas populações se familiarizou com os bastões de Osanyin, o deus das plantas medicinais e de cura. Estes bastões eram feitos de metal e pode ser empurrado para o chão para mantê-los na posição vertical. Esta tradição influenciou os povos de línguas gbe. Assim, substituiu um recipiente metálico para a sua própria cuia tradicional, sem, no entanto, alterar sua forma básica. Montaram-lo em uma haste metálica levantar o receptor para uma posição a meio caminho entre a Terra, onde o corpo permanece, e do "céu", onde a parte mais frágil de um ser humano é dito a residir após a morte. Nós não sabemos por que essas mudanças aconteceram. É provável que a adopção nova era ditada pela durabilidade do metal, uma vez que dura mais do que um objeto vegetal. Mas a proximidade fonológica das palavras é inconfundível - a arma chamá-lo assanyin o que indica uma origem iorubá definitiva de inspiração.


Diferentes tipos e as funções do assen


Assen dedicado ao rei Akaba
O Assen é um objeto de três dimensões. Sua forma básica é uma cabaça com a tampa, montado em um suporte metálico que pode ser empurrado para o chão. Esta forma tem sido preservada na godokponon Assen . Com o tempo, a parte central tornou-se estilizada. No godokponon assen tornou-se transformado em uma série de colunas curvas, que foram reunidos na base e abanou ligeiramente para fora na parte superior do eixo central. O alargamento para fora da parte superior, apesar de o espaço entre as colunatas, continua a dar uma idéia de o beneficiário inicial. O sinuka perdeu seu aspecto funcional - graças aos ferreiros no Tribunal de Abomey tornou-se um objeto bonito, onde o espaço está integrado na construção volumétrica. O que antes era a tampa da abóbora tornou-se semelhante a um telhado cuja superfície é utilizada para a expressão de máximas e provérbios ou elementos recordando reis assumiram os nomes dos. Essas transformações de superfície diferentes são por vezes completada pela adição de pingentes no tabuleiro superior.

A complexidade formal reflete a posição social do indivíduo ou da família. Reflecte também o ofício do ferreiro ou oficina onde ela foi feita. Os depósitos de restos de sacrifícios, de petróleo e libações alcoólicas dar ainda assen funcional uma aparência distinta. Quando visto no yoxo onde eles forem encontrados, eles parecem um pouco com uma floresta de árvores com folhagem em diferentes níveis.

Em geral, o assen pode ser considerado como um objeto que liga o mundo dos vivos com o mundo dos ancestrais e dos deuses. Cada pessoa morta, seja qual for sua idade ou das circunstâncias da sua morte, tem direito a um Assen. O objeto é o sinal de uma vida de sucesso na terra e integração no mundo dos ancestrais. Poucos casos são kown onde uma pessoa morta não têm esse direito. Mas o assen raramente é criada antes da cerimônia especial de nu dido jo ou xwetanu . Estas duas cerimônias são ocasiões festivas. O Fa é consultado e, muitas vezes os animais são queimados e seu sangue espalhadas pelo Assen. O álcool é bêbado e uma libação feito com ele ao falecido.

O assen representam os mortos, mas, com a excepção de reis ou pessoas importantes, eles não devem ser equiparados com os retratos físicos. O assen não tenta descrever uma pessoa de caráter. Por outro lado, ele permite que a pessoa a ser chamado e se fazem presentes a partir do momento da chamada. Sua presença parece indicar que uma pessoa está a ser confrontada. No entanto, é também um suporte para a ação o que implica um ritual. O "altar portátil" descreve muito bem neste contexto. É suficientemente leve para ser levado de um lugar para outro, se necessário, e também permite a transferência da substância de refeições para aqueles que já não pode absorver elementos totalmente material.

Existem duas formas de Assen, a acrelele assen usado pelo bokonon (adivinho) e hotagantin Assen . O acrelele Assen é o criado pela bokonon ou adivinho antes do início da consulta do Fa que lhe permite ver o passado, presente e futuro. Este tipo de Assen tem uma curva ascendente pedaço de metal na bancada principal que pode ser usado se for necessário como um cotovelo de descanso pelo adivinho. O accrele assen não deduz os ancestrais pessoal do adivinho, mas todos aqueles que realizaram a embarcação antes dele, já não existe, mas cuja presença ativa deverá conduzir a consulta, que envolve simultaneamente diagnósticos, a busca de uma solução e um grito por ajuda, a uma conclusão bem-sucedida.
O hotagantin assen não é realmente um altar, mas mais de um indicador de casas bem reputado. Em geral, eles são configurados no cume das habitações e, em Abomey, em especial, sobre a Jeho na Huetanu vezes, ou em cerimônias anuais. Esta prática já quase desapareceu. Mas os famosos assen maioria são aqueles dedicados aos reis ex-Danhomè, alguns dos quais podem ser vistos no Museu Histórico de Abomey.


O Assen dos reis de Danhomè


assen King's Béhanzin
As coleções no Museu Histórico de Abomey e do Museu da Humanidade de Paris na casa de um certo número de assen que pertenceram ao ex-reis Danhomè. É difícil apresentar todas neste breve texto. Como já foi referido, o assen dos reis de Danhomè são memoriais. Como a maioria dos objetos tribunal, eles foram feitos por um grupo especializado de ferreiros, a Hountondji, que teve o cuidado especial na sua fabricação. O assen reais são diferentes dos habituais em que os artesãos tribunal por vezes usados outros metais de ferro. Certas peças encomendadas fora ou dado aos reis pelos visitantes estrangeiros foram feitas em metais de alta qualidade, como a prata. Rei Béhanzin teve um assen feito em ouro consiste, na verdade, de um núcleo de metal coberto com uma fina folha de ouro. Este Assen foi dedicado às almas de todos os reis partiram como o ouro, tão pouco usada em Abomey, é o rei dos metais. Cada rei tem a sua própria assen e estes muitas vezes eram dedicadas a ele por seus descendentes ou sucessores. Não é possível ter um assen na nossa vida.


Conclusão

O assen dos reis de Danhomè representam um refinamento de um objeto indispensável e comum encontrado nas culturas de língua gbe. Recordando embora a igualdade de todos diante de um fim inevitável, eles também confirmam que todo ser humano pode tornar-se parte de uma cadeia de ancestrais próximos aos deuses, se viveram com dignidade e são reconhecidos por sua família como dignos de respeito. Mas as diferenças podem aparecer os sinais de traduzir a integração dos falecidos para o colégio dos antepassados e aqueles cujos atos garantir a manutenção e perpetuação da família. O assen real mostrar essa diferença e implicam que uma condição semelhante à da Terra se encontra no além. Outras culturas, no Benin, que não são falantes da língua-GbE venerar os seus mortos de outras formas. Os iorubás, por exemplo, tem o "egungum" ou "fantasmas". Neste caso um objeto não se lembrar do falecido, que se torna uma pessoa capaz de conversar com os vivos. O ponto essencial é que as ligações entre os vivos e os mortos não deve enfraquecer e que a comunidade permaneça unida além da vida e da morte.



Bibliografia

BAÍA, E, 1985: Asen, altares de ferro do povo Fon do Benim, 2 de outubro - 21 de dezembro Emory University Museu de Arte e Arqueologia, 48 p, mal, 26 centímetros

MAUPOIL, B, de 1981: La à l'ancienne géomancie Côte des Esclaves, Paris, Institut d'Ethnologie, 686 p, planches.

MERCIER, P, 1952: Asen Les du Musée d'Abomey, Dakar, Ifan, 75 p, planches.

Tidjani, AS, 1998: Notes sur le mariage au Dahomey, Ivry-sur-Seine, Editions Nouvelles du Sud, 163 p.

OSUN OSOGBO

O texto a seguir é tradução de uma matéria produzida por Kunle Ogunfuyi para o jornal nigeriano This Day Online, como enviado especial de Lagos a Osgbo para cobrir o Festival. Retiramos altuns trechos do texto para vocês, para conhecermos um pouco da origem da deusa dos rios e das cachoeiras, Oxum, tão cultuada em nosso país.



"Muitos séculos atrás, os caçadores de uma aldeia vizinha Ipole Omu, chamado Larooye, Olutimehin e os seus companheiros, migraram em busca de água. Eles resolveram se fixar as proximidades do rio Osun, onde atualmente fica Osogbo. Larooye, como um dos primeiros a se instalar na região, se tornou o primeiro Ataoja (rei) de Osogbo. Neste período, ainda não existia o culto à divindade do rio Osun.

Quando começaram as preparações da terra para a época de plantio, uma árvore caiu no rio e uma misteriosa voz vinda da água foi ouvida: "Larooye, Olutimehin, gbobo Iroko Aro mi leti fo tan" (Larooye, Olutimehin, com a árvore vocês destruíram os vasos das minhas tinturas". Após ouvir a voz, o medo tomou conta deles. Como ela sabia os seus nomes? Consultando outros espíritos protetores da sua comunidade, o rei Larooye pacificou a deusa do rio dizendo "Oso-Igbo pele o, Oro-Igbo rora" e a antiga cidade passou a ser chamada pela contração dessa expressão que apaziguou o espírito da deusa do rio Osun: Osogbo. Da mesma forma, o título empunhado pelo rei Larooye veio da função que a deusa delegou ao primeiro rei de Osogbo, nas oferendas do encerramento do festival. Ataojá é abreviação de Atewogbeja.

Ela ordenou que Obá Larooye, Olutimehin e seu povo se transferissem para a parte superios do rio chamada Ohuntoto, pois as coisas humanas não podem viver junto com as espirituais. Larooye e sua comunidade de mudaram, deixando apra trás o seu primeiro palácio, hoje, o Templo de Osun, no interior do bosque sagrado que beira o rio.

O tempo se passou e Olutimehin, em uma das suas caçadas, teve uma visão. Em uma clareira no bosque sagrado, dezesseis divindades luminosas dançavam com Osun. E Olutimehin conseguiu, através de encantamentos, capturar aquela luz que emitiam. Quando a deusa soube do que Olutimehin tinha feito, chamou-o junto com Larooye para conversar e lhes disse que aquilo nunca a havia preocupado. Mas avisou que as luzes devem ser celebradas ali, em Osogbo.

Foi o pacto entre a deusa e Oba Larooye que permaneceu os abençoando. Osun foi aplaudida por muitas conquistas importantes deste povo, fundamentais para a construção e prosperidade do Estado de Osogbo. Os poderes mágicos de Osun motivava a todos e assustava os inimigos. As tradições de Osogbo a aclamam como a deusa da fertilidade, da proteção e das bênçãos. Osun também possui a capacidade de dar filhos às mulheres estéreis e curar os doentes através das águas do seu rio. Por isso nasceu o festival anual Osun Osogbo , que também marca o aniversário de Osogbo e do dia de celebrar os Ataojás antepassados. Durante este período, os filhos e filhas de Osogbo vêm de longe, voltam para casa para promoverem séries de encontros e reuniões para o desenvolvimento da região."

"No palácio, fomos informados que o festival já está acontecendo há tempo. Começa com atividades como campeonato juvenil de futebol, o 2º Osun Festival, Campeonato de Golf, Dia dos Mascarados, Mostra Cultural de Filmes, Noite da Cultura Negra, Campeonato de luta, entre outros. Agora estão acontecendo campanhas de conscientização sobre o HIV, desfiles de moda e exibições de arte. Desde algumas semanas estão acontecendo sacrifícios para os antigos Ataojas, onde dezesseis lamparinas representam as dezesseis luzes apreendidas no bosque pelo co-fundador de Osogbo. Também têm sido feitos iboris para as cabeças dos líderes atuais e ebós para as falecidas esposas dos reis do passado.

O culto à deusa Osun prossegue até o climax, no Santuário, no final do festival. Inesperadamente uma sacerdotisa sai de dentro dentro da sua casa, em um pátio no interior do Palácio segurando uma faca. Sussurra algumas palavras, volta e se tranca novamente. Sua próxima aparição foi com a Arugba, uma menina virgem, transportando uma cabaça decorada e parcialmente coberta, cercada pelos sacerdotes e por uma grande multidão dentro e fora do palácio. O Ataoja também a segue acompanhado por seus parentes e por pessoas de longe que estão hospedadas no santuário.

A multidão caminha lentamente dançando ao som de músicas típicas, sob coloridos toldos da festa. É uma oportunidade para os comerciantes fazerem algum dinheiro, vendendo akara elepo (bolinhos fritos de feijão) estamparias em tecido, souvenirs, produtos das culturas agrícolas, em brincadeiras nas ruas e com os bata, dundun, aro (tambores) e sekeres (recipientes plásticos que são vendidos em grande quantidade, utilizados para coletar água do rio Osun.

Acredita-se que a Deusa Osun agora esteja reinando em todo o mundo e é por isso que a UNESCO listou o Bosque sagrado de Osun como Patrimônio da Humanidade.

O grand finale do festival é o momento das oferendas e sacrifícios, em forma de dinheiro, presentes, obis (nozes de cola) e aves como votos à deusa por seus adoradores à margem do rio. Entretanto, diversos outros grupos e profissionais como famílias reais, governantes, o Parlamento do Povo de Oodua e grupos culturais como o Centro Nike de Arte & Cultura, além de todos os patrocinadores, pagam suas homenagens ao Ataoja."

RITOS FUNEBRES

"Ritos Fúnebres"

Os vários ritos funerários por ocasião da morte deve permitir deixar sua concha para
integrar o mundo biológico dos mortos.
Na primeira fase do funeral, o corpo está preparado para o enterro. A família presta
homenagem aos mortos como sinal de submissão e de luto, ela arcos, beija a terra e
cobre a cabeça com a terra.
O morto é enterrado com alguns objetos para não ser impotente em sua nova vida como o mundo dos mortos é organizado como o da vida e uma delas. Parentes oferecem serviços diversos (roupas, colares, etc.). Para cada um deles, o nome do doador é proclamado por um arauto. Então, um tiro é disparado. As doações, oferendas, são divididas em três partes. A primeira será enterrado no túmulo, a segunda será partilhada entre as crianças, o resto será para os mestres de cerimônias.
Nos funerais reais, nós adicionamos as doações algumas regalias: espreguiçadeiras,
guarda-chuvas do pátio, guarda-sol e cadeiras pequenas ...
Anteriormente, algumas esposas do rei seguiam o falecido em sua tumba para não perder seus atributos, seu poder e status na vida após a morte.
Tambores sato (sató) participam nesta parte visível do mundo invisível. A orquestra sato uma vez por ano vem para homenagear os mortos da aldeia do ano anterior. Os filhos batem os tambores sato “dos mortos” usando curvas varas. Estes cilindros são em pares, um macho, uma fêmea de cada adornada com atributos sexuais. Enquanto os tambores cantam, mulheres velhas cobertas de lama, usando colares de ráfia, assumem o papel de viúvas. Elas vão para a fonte sagrada yatonou (yató-nu) para purificar-se (eles lavam a lama) e adiam a morte e as maldições.
O falecido não recebe os ritos fúnebres e não se realiza a fase de "separação" pode
passear e assombrar os vivos.
A próxima fase tem como objetivo recriar a sua identidade e é transformada em
antepassado. Este novo status vai permitir aos mortos participarem na vida da
comunidade e serem vistos como guardiões da tradição. A transformação dos ancestrais
mortos se materializa na construção de um altar memorial chamado Assen.
A caixa dos antepassados está no meio da composição familiar. Os “antepassados” são
representados pelo Assen, guarda-chuvas em forma de ferro decorado com figuras. O
tanyinon, a sacerdotisa da família, é responsável pelas orações e ofertas. São libações de água e de óleo de palma (azeite-de-dendê).
Na cerimônia para homenagear os antepassados da família, os assens são transportados
para a casa de orações e empurrados para o chão por ordem de precedência. O clero
proclama então, sucessivamente, os nomes dos antepassados e os elogios que o
acompanham. Eles atualizam a presença dos mortos, dando-lhes bebidas alcoólicas e a
comer do inhame e da mandioca. O sangue é o presente final, porquê tem uma força vital que passa a morte da vida animal e transfere para o ancestral. Os números nos altares portáteis caracterizam a vida do falecido, como os feitos que marcaram a sua existência e as restrições alimentares.
Na família real de Abomey, as princesas cantam os louvores dos reis mortos, lembrando seus feitos de glória e exaltam o seu poder. Da mesma forma, o tocador do gongo, chamado kpanlingan, cantando as ladainhas dirigidas aos antepassados reais. Ele taxas a genealogia dos reis no som de um sino que atinge um casal de paus. Totalmente dedicado a essa tarefa, o tocador do gongo canta três vezes por dia este recitativo que dure mais de meia hora. Anteriormente, acontecia que quando o kpanlingan esquecia uma palavra, ele era imediatamente decapitado, o que demonstrava a importância de tal função: analisar a evolução do reino e da cronologia dos reis, kpanlingan, memória do país, o papel do historiador.
Ao contrário dos antepassados da família que se mantêm no âmbito da concessão da
linhagem, os mortos são reverenciados real por toda a população em geral, festas
comemorativas.Voduns Reais, que se dividem em três categorias:

Ahossou (Ahossu)- que correspondem aos reis antigos mortos;

Nessouhoué (Nessuhuê)- príncipes e princesas mortos;

Tohossou (Tohossu) as crianças anormais mortas.

Imediatamente após o culto de ahossu, os reis antigos, honram-se os tohossus, voduns
da água. As crianças que nasceram deformadas estão sujeitas a um culto especial,
porque elas são uma manifestação divina dos reis das águas. Cada rei tem um ou mais
tohossus, mas dentre os tohossus Zomadonou (Zomadonu) é o mais importante. Vodum infantil monstruoso do rei Akaba, se manifestou em várias formas, por vezes, assumindo a aparência de uma criatura com seis olhos, às vezes de um pássaro grande consumindo peixe.
As cerimónias de homenagem aos tohossus são os últimos vinte e quatro dias. As
sacerdotisas regressaram ao seu convento, três meses antes do início das
comemorações, que representam o tohossu nessuhuê, tohossu real, e acompanhados
pelos príncipes e princesas, agrupados por famílias de falecidos reis sucessivos. O
nessuhuê, tohossu e os ornamentos estão em cerimônia que acompanham vários
números diferentes de dança. Danças de todas as danças individuais seguem como os
botrotro dançados durante a cerimônia na qual o nessuhue, de espada na mão, vestindo
as roupas dos príncipes de outrora, em passos de dança reservada para os reis e
príncipes mostra sua força, bravura e real invulnerabilidade. É tempo de dançar, principes antepassados vão incorporar em ambos os seguidores do sexo masculino ou feminino.
Os cultos vodum em público, ou como os de Sakpatá e Hebiosso, são celebrados após o
culto dos tohossus e nessuhuês. Ao colocar os espíritos do panteão vodum sob a
supervisão do culto real, os reis de Abomey tinham reforçada a sua autoridade. Estas
grandes cerimônias comemorativas foram feitas para o falecido e se destinam, no devido respeito aos antepassados, para manter a coesão social e poder religioso para fazer o poder real.

Fonte:
Flora Cornelup; Hervé Corneloup.
Museu Albert Kahn, Paris.

Link para Leitura:
http://papoinformalpapoinformal.blogspot.com/2010/03/gnidji.html

Obs.

Nas festividades dos tohossus é sacrificado um boi, ao qual o tohossu apontando-o com uma espada indica a hora do sacrifício, são efetuadas danças nas quais em uma delas o tohossu Zomadonu dança ao lado da princesa Dan Yá Edo, que segundo a lenda o achou em um pântano e o criou. O tohossu é identificado pelo número de búzios em seu chapéu, que no caso de Zomadonu são 6, já para Akpelou (Akpelu) e Adomou (Adomu) são 4.

Um fato interessante no Candomblé é que dizemos "assentar um santo", e isto é devido a utilização do assen oriundo do culto dos mortos, e muito embora o assentar candomblezeiro de origem Jeje e que ficou difundido nada tem a ver com culto dos mortos, ainda mais se tratando de tradição Jeje Mahi onde eles não são cultuados, porém, os antepassados recebem reverência exclamativa no cerimonial do Zandró.



osogbo